quinta-feira, 20 de junho de 2013

Sobre tudo aquilo que precisava ser dito

Bah, acordei mal. Preciso que me prometas algo.

Seu temperamento inconstante tem me incomodado. Afinal, por que andas me tratando com tanta frieza? E porra, logo agora que eu finalmente estava me sentindo seguro. Logo agora que tudo parecia caminhar tão bem. (Hoje eu não quero que digas nada.)

Naufragamos. Justamente no instante em que nosso barco se aproximava da maré baixa. Bah, mas que merda. Por isso tenho recorrido à cafeína com tanta frequência; pena que tudo isso represente um precipício. Não demorará muito para que eu despenque e me afogue na tua xícara de café. Espero que não te afogues também. (Teu silêncio já me incomoda.)

Eu sei que está tudo errado. Mas o que esperas que eu faça? A coisa já saiu do controle faz tempo. Não me abandona agora, guria. Acabei de acender o cigarro. Ainda temos um maço inteiro pela frente. Não te preocupas, vou continuar a fingir que está tudo bem. (Acho que vou te ligar.)

Lembra quando falávamos sobre nossas bandas preferidas e passávamos horas a fio divagando sobre isso? Ou então quando discutíamos sobre assuntos dos quais nem me lembro agora, mas em questão de segundos já estávamos falando de coisas completamente diferentes? Éramos alheios a tudo e nem nos importávamos. Estava tudo certo. (Porra, por que não me atendes?)

Não te assusta agora, guria. Ainda preciso que me prometas algo.

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