Antes de escrever qualquer outra coisa, acho válido mencionar que sofro do clássico transtorno obsessivo-compulsivo. Sim, sou fanático por simetrias e tenho mania de organização. Talvez seja por isso que hoje me encontro neste estado depressivo-reflexivo, meses depois de você ter aparecido na minha vida e bagunçado drasticamente tudo aquilo que existia dentro de mim.
Irônico é lembrar do dia em que nos conhecemos; o dia em que achei que minha vida finalmente estava em ordem. Mas não. Logo os pensamentos assimétricos começaram a eclodir e tudo foi por água abaixo. Nem mesmo tivemos tempo de nos despedir. Quase tão trágico quanto a desordem emocional que logo se estabeleceu por aqui.
Quem nos avistava de longe - hora sentados na mesa tomando café, hora deitados na grama olhando para as estrelas - logo deduzia que caminhávamos lado a lado, com sentimentos alinhados e concisos. Quem nos observava diariamente, entretanto, sabia que nossos sentimentos não eram paralelos. Talvez, analisando friamente, seja possível afirmar que eles nunca estiveram paralelos, mesmo quando pareciam caminhar em harmonia.
Hoje me questionaram a respeito de uma possível recaída. Bem, quem fez essa pergunta não questionava a possibilidade de uma recaída amorosa, mas sim a possibilidade da minha compulsividade por ti voltar à tona. Não é estranho saber que ainda não tenho uma resposta para isso. Estranho seria se eu não quisesse me enforcar com o cadarço do teu all star azul.
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