terça-feira, 4 de outubro de 2011

215-182

Uma cabana abandonada ao relento, jogada as traças, destroçada pelo tempo, infestada pelos insetos e possuída por espíritos malignos. Isso poderia ser problema para muitas pessoas, mas não para aquele jovem. Já havia passado por tantos apuros na vida que estar sozinho ali naquele lugar medonho não significava nada para ele.
Esse jovem tinha muitos planos para seu futuro, tentava ser um controlador do seu próprio destino, mas com o tempo, foi se perdendo nas suas próprias idéias. Seus pensamentos eram tão complexos que nem ele conseguia suportar, era uma carga muito pesada para uma mente tão frágil.
Perdeu-se em sua própria complexidade, faltaram-lhe raciocínio e frieza para tomar certas decisões que lhe eram importantes. Foi drenado pelo mundo moderno, sucumbiu à pressão.
Nesse jovem, fragilidade e complexidade estavam interligados, assim como em uma borboleta, apesar de frágil, a complexidade de uma borboleta é algo que não dá para se imaginar.
Talvez em seus sonhos mais obscuros e profundos, esse jovem apenas quisera ser como uma borboleta e sair voando por esse mundo afora, espalhando sua complexidade e confundindo as pobres mentes humanas que ainda não possuem a capacidade de entender tal dom, o dom de ser complexo.

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