quarta-feira, 12 de outubro de 2011

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Você se acha tão diferente de todo o resto do mundo. Enquanto o mundo todo busca por respostas, você ainda nem sabe o que perguntar. Você queria tanto mudar este mundo, poderia até tentar, mas foi tão humilhado que acho que não vale a pena.
Você caminha tão devagar que perdeu a direção, e vai para o abismo sem se importar com sua profundidade. Sabe, você já se machucou tanto que não sente mais dores. Você olha tantas vezes para trás, parece que ainda vive do passado. Você dissipa as nuvens do seu céu, impede a chuva de cair e não deixa sua colheita florescer.
Você observa as estrelas como se tivesse sido abandonado por elas aqui embaixo e nunca poderá retornar. Você corre de braços abertos para abraçar o vento, seus cabelos voam e você sente uma brisa tão intensa em seu rosto, é o toque mais doce que você já sentiu.
Você segura às lagrimas dentro dos seus olhos e sempre prova para si mesmo que é forte. Você chega a parecer uma formiga, que carrega tanto peso nas costas e mesmo assim não é esmagado por ele, você é tão forte e determinado.
Você se machuca com tanta coisa... O seu peito aperta todas as vezes que nota a mudança das pessoas, parece que todas caminham e te deixam para trás, os seus ouvidos doem de tantas mentiras que já ouviu, e você perdoa as pessoas tão facilmente. Sofre e sofre. Seu coração não aguenta mais bater, ele está tão cansado.
Nada precisa ter sentido, não precisa ser real, só precisa ser para sempre, assim está bom.
Você inveja tão docemente a felicidade dos outros, você as admira e quase consegue sentir essa felicidade. Você se entrega as pessoas como se unisse o seu coração ao delas, e quando elas se vão, levam tudo o que você tem mais verdadeiro.
Você é tão ingênuo que usa armas de plástico para contra-atacar seus inimigos, mas você nunca se esquece do quanto és forte mesmo com tão pouco, mesmo com tão pouco guerreiro da alma, você vence suas batalhas.
Você sempre se pergunta “qual o sentido da vida?” e se perde quando tenta responder.

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