Uma fria noite de inverno, tão fria que seus lábios permaneciam trêmulos apesar do excesso de roupas e da lareira acesa.
A escuridão tomava conta do local, só não estava mais escuro pois a bela alma do jovem iluminava aquilo que poderia ser um breu completo.
O silêncio era assustador, só não era maior pois ouviam-se murmúrios de um jovem perdido e desamparado.
Aquela choupana no meio do nada agora lhe servia de lar, lá era o único lugar em que ele encontrava a paz para colocar seus pensamentos em dia. Eram pensamentos sem uma linha de raciocínio traçada, pensamentos que clamavam pelo nome de alguém que já não estava mais ali. Era um jovem apaixonado e que assim como muitos outros, decepcionou-se com a pessoa que julgava conhecer e amar.
Perto dali ouviam badaladas do sino de alguma igreja abandonada. Essas badaladas interromperam por alguns instantes aquele silêncio que dominava o local e se misturaram com os pensamentos daquele jovem que permanecia ali, trêmulo de frio e doente de amor.
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