terça-feira, 27 de setembro de 2011

147-394

Um silêncio tão ensurdecedor que faz a sua alma divagar por um espaço de tempo que seria incontável para a mente humana. Um silêncio que tem a capacidade de te fazer refletir, de te fazer amar e acima de tudo, te fazer sonhar.
Não importa o quão alto você cante, o quão alto esteja o teu fone de ouvido, o quão chato seja o assunto que as pessoas que estão ao teu lado estejam conversando, nada disso importa quando o silêncio está na sua cabeça. Ele toma conta de tudo, de cada abertura, de cada memória e de cada pontinha de chateação que possa existir.
Pergunto-me diariamente como seria a vida daquele surdo-mudo, que está totalmente habituado a viver no silêncio. Pergunto-me como seria este mundo, se cada um de seus habitantes fosse surdo-mudo e pergunto-me principalmente, como seria esse complexo de existência caso tivéssemos o direito de dormir eternamente, e viver vagando cuidadosamente, por um mundo repleto de imaginação, mas com o volume voltado para o zero.

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