Aquela ventania insana de inverno contrastava com o calor que se dissolvia pelo corpo da jovem. Seu coração palpitava fortemente e ela tinha a sensação de que ele sairia por sua boca.
A luz proporcionada por um isqueiro era a única coisa que iluminava o local. O semblante da jovem era aterrorizante, ela não conseguia conter suas lágrimas, que desciam constantemente pelo mesmo rosto que um dia já havia exibido um belo sorriso.
O vento fazia um barulho assustador quando entrava em contato com as árvores gigantescas que se encontravam no local. Os galhos dessas árvores completavam o cenário típico de filme de terror.
Ela era apenas mais uma jovem com o desejo de mudar o mundo em que vivia, mas que agora estava perdida, sozinha e se sentia completamente impotente.
Ela teve a ousadia de levantar sua voz contra a opressão que sofria simplesmente por ser diferente, ela lutou bravamente até o fim, mas manter-se de pé em uma guerra contra toda a humanidade hipócrita dos dias de hoje é realmente difícil.
Sua mente pensava em dizer coisas que sua boca já não conseguia, pois seus dentes batiam violentamente uns contra os outros, de tão intenso que era seu choro.
Um aperto vinha de encontro ao seu peito, que já não suportava mais tanta pressão. A tristeza se misturava com o ódio, ódio perante um mundo cruel e uma sociedade esmagadora.
Que porra de mundo é esse que isola as pessoas simplesmente por elas serem diferente daquilo que a maioria costuma ser? Que porra de sociedade é essa que assiste a toda essa palhaçada sem mover um dedo?
Essa jovem se moveu, queria um pouco de paz nesse mundo repleto de guerras, queria colocar um pouco de cor nesse mundo preto e branco, mas sozinha ela era apenas um pequeno inseto, que foi facilmente esmagado nesse mundo habitado por gigantes impiedosos.
Que texto lindo, Fabs :')
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