Por diversas vezes a lua manteve-se fiel ao sol, tornando-se a única fonte confiável de luz que iluminava este ambiente. A lua era capaz de manter viva a esperança dentro das pessoas que aqui viviam, mas não foi suficiente, logo as pessoas perceberam que não havia mais salvação. Todas foram afogadas perante esse rio de solidão que aqui se formou, todas sucumbiram perante esse mar de rochas gigantescas, que nos sufocou até não aguentarmos mais.
Dúvidas pairavam sob a cabeça dos mais inocentes, aqueles que ainda conseguiam enxergar o mundo com bons olhos apesar da destruição já aparente. A dúvida causou insegurança, que somada ao descontentamento gerado por tantas desilusões, encerrou de vez com o ciclo místico que ainda se mantinha presente neste local. O eclipse nunca mais aconteceu e todas as almas passaram a vagar sem rumo, por centenas de quilômetros, sob o olhar atento da lua, que ainda se faz presente na imensidão das galáxias.
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