sábado, 4 de agosto de 2012

vazio existencial.

Hoje eu fui apresentado ao verbo 'existir', mas me perdi diante da complexidade existente por trás desse verbo. Durante toda a minha vida, eu passei distante do verbo 'existir', mas me familiarizei com a expressão 'vazio existencial'. Dúvidas sempre me rodearam, e eu já não consigo mais viver em dúvida. Por que tantas questões sem respostas? Para que todas essas bifurcações? Cadê o sentido por trás da nossa pseudo existência?
Um olhar de misericórdia que chega aos pés dos raios solares. O jovem humildemente lhes pede perdão. Perdão por desacreditar no universo e perdão por todo esse falso moralismo jogado sobre nós durante todos esses anos. Bom, eu não sei mais perdoar, o dom do perdão foi tomado de mim há muito tempo, durante o período em que vagava sob o vazio existencial. Não, eu não posso mais pedir perdão, e nem vocês. Eu existo dentro das condições que me foram oferecidas, minha alma segue vagando sem rumo, sob esses olhares misericordiosos dos tolos que acham que sabem perdoar. No fundo, tudo isso é apenas um circo formado por todos eles, e não há volta. O abismo tomou conta da criação, fomos superados, fomos dizimados. Não há mais quem peça perdão, e muito menos alguém para ser perdoado. Não há amor. Não há mais nada além de um destino repleto de questões incessantes, um destino controlado pelas mentes mais obscuras do universo, um destino que segue ditando o rumo do nosso vazio existencial.

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